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Mercado temporário

agosto 24th, 2011 0 Comentários

Mercado temporário. No último final de semana, a Folha de S. Paulo publicou a matéria “Empresários investem em loja temporária para crescer”. Tenho que assumir: para mim é uma novidade, mas, lendo, vi que já está no mercado há cerca de seis anos.

As pop-up stores (lojas temporárias) ajudam os empresários a divulgarem marcas, produtos, serviços. E pelo que parece, dá certo.

A matéria trouxe alguns exemplos, como de Ronald Heinrichs, diretor de uma loja virtual de móveis sustentáveis de design próprio, a Meu Móvel de Madeira. Além de ser um investimento menor do que em uma loja convencional (neste caso, foi de R$ 50 mil), ele usou este espaço como uma estratégia para que as pessoas conhecem de perto o produto, já que a loja é totalmente digital. E deu certo.

Como nada é perfeito, este tipo de loja requer mais atenção, já que o espaço de tempo de duração dela é muito pequeno. Errar neste tipo de negócio pode prejudicar ao invés de melhorar. O coordenador de graduação da faculdade, Dalton Viesti, comentou que “tem de ter [estoque] e oferecer exatamente aquilo que o consumidor espera”.

Para saber mais sobre pop-up stores, acesse a matéria no link http://www.trevisan.edu.br/imprensa/detalhe.cfm?idimprensa=1117.

Até a próxima!

 

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Vestibular: a hora é agora.

agosto 23rd, 2011 0 Comentários

Vestibular: a hora é agora…Começa a temporada de inscrições para os principais vestibulares do Brasil. Nessa semana, USP e UNICAMP iniciam seus processos seletivos que terão as provas realizadas no mês de novembro. Nessa hora, muitos alunos angustiados e ansiosos porque não podem mais adiar a decisão.
O vestibular é um rito de passagem e com toda a carga emocional de um rito, requer muito preparo e dedicação. Nas universidades públicas onde a concorrência assusta a muitos, o preparo emocional para realização dessa etapa conta muito.
Quais etapas são importantes na construção dessa decisão? Indico três fatores essenciais para uma boa escolha:
1. Percepção dos desejos: O que gosta de fazer, suas habilidades, limitações e motivações.
2. Retorno Financeiro: Tempo de investimento no curso e início da carreira.
3. Rumo: Eliminar o que você não gosta. Procure associar as profissões com suas habilidades e características.
Na revista Galileu – nº 239 – O que te motiva? – Junho 2011, a reportagem de capa traz um assunto muito pertinente para esse momento: a motivação. Ter claro essas percepções pode diminuir a ansiedade e reduzir a chance da decisão errada. “Somos impelidos a buscar prazer o tempo todo. Nosso cérebro tem dois sistemas de recompensa – um que nos leva a querer e outro que nos leva a gostar. Costuma ser uma operação conjunta: sua mente sente vontade de alguma coisa, e depois, prazer por conquistá-la.”
Passar no vestibular é isso, um ritual motivado pela cultura de nossa sociedade que entrega nesse momento da vida do jovem estudante, o poder da escolha. Uma escolha que o colocará no mundo adulto e envolve responsabilidade e independência. Nesse processo, de escolha profissional, o amadurecimento de cada um interfere diretamente nessa escolha, além da influência da família e amigos, pois  o jovem irá demonstrar a capacidade de resolver problemas ao fazer sua escolha. “Paciência e perseverança são as qualidades que distinguem os profissionais dos amadores.” Lair Ribeiro (2000)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Ribeiro.Lair. Como passar no vestibular.Ed. Moderna.SP – 2000
Revista Galileu – nº 239 – O que te motiva? – Junho 2011

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É tempo de falar em esporte

agosto 19th, 2011 0 Comentários

Esse mês de agosto rendeu bastante para aqueles que gostam de discutir tópicos do mercado esportivo. Isso porque quatro grandes feiras aconteceram e promoveram a discussão de vários temas relevantes ao esporte nacional. No decorrer do mês foram quatro dias de IV Semana do Marketing Esportivo, quatro dias de Adventure Sports Fair,  três dias de Sports Business, e ainda está por vir três dias do II Seminário de Futebol (Grêmio FBPA).

Isso mostra claramente a importância do esporte no atual contexto brasileiro. Além desses eventos, certamente existiram outros, até então pioneiros no segmento de gestão e marketing esportivo, e haverão muitos, haja vista as boas expectativas com a realização de dois dos maiores eventos esportivos do mundo.

Falar de esporte está em alta. Mas o importante é fazer desses eventos uma oportunidade para o desenvolvimento do esporte em todos os seus segmentos (técnica, gestão, marketing, políticas públicas, etc). Congressos e feiras são justamente espaços em que ideias e soluções podem surgir e assim contribuir para que o esporte brasileiro fique a cada dia mais profissional. 

Além disso, os principais atrativos desses eventos são dois: networking e troca de experiências. A rede de relacionamentos é fundamental no mercado de trabalho atual. Conhecer e ter a oportunidade de conversar com profissionais de diversos segmentos de mercado não só potencializam negócios, como também mostra-se uma oportunidade de criar uma identidade positiva no mercado, mantendo assim relacionamentos duradouros e uma credibilidade inestimável na vida profissional.

Afinal, quem nunca escutou histórias de pessoas que participaram de congressos e feiras, por exemplo na faculdade, e depois mantiveram o contato e futuramente conseguiram um emprego ou decidiu montar um negócio em parceria?!

E, claro, é importante ressaltar a importância da troca de experiências. Essa vivência de outros eventos, saber os erros e acertos daqueles que trabalharam diretamente ou indiretamente nesse negócio, é essencial para minimizar os riscos e ampliar as oportunidades, seja nos megaeventos que o Brasil irá sediar, seja em qualquer outro evento e negócio que envolva o mercado esportivo.

Nesse caso, vale ressaltar que simplesmente “copiar modelos/ideias”, não é a chave do sucesso. É preciso sempre adaptar soluções, para que realmente o negócio seja bem encaminhado. O lance não é a inovação ou o fracasso, e sim a forma de fazer e executar.

Assim, quem não teve a oportunidade de participar desses eventos, é bom começar já e aproveitar a contribuição que eles oferecem em suas várias vertentes.

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Você quer ser águia?

agosto 15th, 2011 0 Comentários

Desde que decidi mudar o rumo da minha carreira, abrindo negócio próprio e “mudando de lado” – explicando melhor, antes eu entrevistava pessoas e  hoje auxilio aqueles que serão entrevistados ou participarão de processos seletivos – tenho encontrado grandes desafios e também enormes supresas. Uma delas tem sido conhecer pessoas maravilhosas, entre elas, o Sidnei Oliveira.

O conheci em um evento sobre Recursos Humanos e, como sempre indico a meus orientandos,  conversamos um pouco e trocamos cartões, mas confesso que naquele dia ainda não sabia bem quem ele era. O fato é que, ao pesquisar melhor sobre o Sidnei, constatei que ele é uma das pessoas mais entendidas sobre gerações, especialmente a Y, e desde então comecei a ir em palestras, comprar seus livros e tenho sempre aprendido algo com ele.

Estive no lançamento de seu último livro “Geração Y. Ser potencial ou ser talento? Faça por merecer”, e ele contou no bate-papo inicial uma história que está nas primeiras páginas do livro, que fala sobre a forma como a águia cria/ educa seus filhotes.

Em resumo, quando a águia percebe que seus filhotes já estão prontos e na verdade já nem cabem todos mais no ninho, ela atira o filhote para fora (lembrando que os ninhos de águia são geralmente nos pontos mais altos de penhascos) e ele começa a cair. Sem entender como a mãe desnaturada poderia fazer algo assim ele, de repente,  percebe que tem asas e que pode voar sozinho. Percebe ao mesmo tempo que a águia estava bem perto observando se ele voaria, mas o deixando tentar. O filhote fica muito feliz com sua nova habilidade e, chegando ao chão, recebe mais um desafio: agora é hora de encontrar sua própria comida, coisa que ele nunca tinha feito até então. Novamente, depois de muitas tentativas, consegue capturar um pequeno camundongo e se alimenta. Mais uma vez orgulhoso e certo de que era só por aquele dia, a águia diz: agora vamos voltar para o ninho! Ele fica feliz pois agora já sabe voar, a diferença é que ao cair ele aprendeu a abrir as asas e se equilibrar até chegar ao chão. Para voltar ele terá que subir e bater, bater muito as asas.  E então, achou fácil?

A boa notícia para este filhote é que ele tem uma excelente mãe, que o joga para os desafios quando ele está pronto, o acompanha, mas deixa tentar e aprender! Este não é o jeito mais fácil de crescer, mas certamente funciona.

Precisamos agradecer pela mãe, pai, chefe, irmão, colega, amigo, avó, tio e todos que são assim conosco. É muito mais fácil e confortável ter alguém olhando e fazendo tudo por nós, e existe um outro animal, que também tem asas, mas que as usam somente para manter seus filhotes protegidos. Esse nunca aprende a voar, mesmo tendo condições muito parecidas com a águia. Você sabe de qual ave estamos falando?

E aí, que animal você quer ser?

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O PRIMIERO JOGO OFICIAL

agosto 9th, 2011 0 Comentários

O mundo do futebol esteve reunido no sábado (30), na Marina da Glória, no Rio de Janeiro, para assistir o sorteio dos grupos das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014, o “primeiro jogo oficial” da Copa, transmitido para quase 200 países e estimados 600 milhões de espectadores e que mostrou o Brasil como o centro das atenções de um país que vai além do futebol.
O primeiro jogo já mostrou que a competição não será nada fácil. Com 820 jogos, representados por 203 países, espalhados por todos os gramados do mundo. Só que apenas 31 países terão o privilégio de se juntar ao Brasil em 2014 para a realização do maior evento do planeta.
Destes 31 países, o Brasil terá oportunidade de receber delegações de 13 países da Europa, cinco da África, quatro da Ásia, quatro América do Sul, três da CONCACAF (América do Norte, América Central e Caribe), além da possibilidade de mais um país da Oceania ou CONCACAF e mais um da Ásia ou América do Sul.
Estas delegações estarão em campo nas 12 cidades do Brasil definidas para sediar os jogos. Somente o futebol tem a capacidade de mostrar, ao mesmo tempo, através de uma Copa do Mundo, a diversidade cultural e turística de um país continental como o Brasil, não só para as delegações das seleções nacionais, mas também para turistas de todos os continentes.
A Copa do Mundo de 2014 tem um papel importante para o desenvolvimento do País, que, junto com as Olimpíadas de 2016, além do crescimento do mercado de consumo e das entradas de capital na exploração de petróleo, contribuíram para o Brasil saltar 10 posições, de 2009 para 2010, como um dos maiores destinos do investimento estrangeiro direto, divulgado pela Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento e Comércio, além do maior crescimento entre as economias desenvolvidas e os BRICS (grupo de países emergentes que, além do Brasil, inclui Rússia, Índia, China e África do Sul).
Outro ponto que chama atenção é o emergente mercado de ensino para estrangeiros que dispõe de um certificado de proficiência na língua portuguesa, chamado de Celp-Bras, criado pelo Ministério da Educação nos moldes de exames em inglês, como o Toelf. No primeiro semestre deste ano, 1.926 candidatos realizaram os testes em 21 postos existentes no Brasil e em outras 43 representações no exterior. Isto mostra que a língua portuguesa é um idioma desejado por outros povos e que veem o Brasil uma nação de oportunidades.
A “partida inicial”, que aconteceu fora das quatro linhas, vai além de representar o maior evento de futebol do mundo, remete também para os problemas de aeroportos, hotéis, estádios e infraestrutura, que fazem parte deste contexto, mas desafios que serão vencidos, independente de quem tem a responsabilidade.
Isto é só o início. O jogo não acabou e quando na última partida, em julho de 2014, o apito final for dado, o Brasil terá mais um passo importante para o desenvolvimento do país além do futebol.

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O sonho do carro próprio

agosto 3rd, 2011 0 Comentários

O sonho do carro próprio. A maioria da população tem a vontade de ter o carro próprio. E isso se tornou realidade nos últimos anos por conta das facilidades que, tanto as concessionárias quanto as financeiras, possibilitaram aos compradores. Só que muitos pensam apenas nas parcelas do carro e se esquecem do restante dos gastos – e não apenas do automóvel…

No final de julho, o portal G1 fez um especial sobre endividados e uma das matérias, que contou com a entrevista do professor de economia da Trevisan Alcides Leite, falou sobre fincanciamento de veículos. A matéria traz um exemplo real sobre como a dívida de um carro, se não for bem planejada, pode atrapalhar, e muito, a vida financeira.

Uma dica que o professor dá na matéria é evitar o endividamento excessivo sempre. “Não dá para prever situações como divórcio, desemprego. Mas o mais importante é não ter dívidas, porque daí o resto fica mais fácil de resolver”.

Outro ponto que ele comenta é sobre organizar o orçamento doméstico. “Tem que colocar no papel toda a receita e todas as despesas”. Anotar todas as despesas e montar uma planilha pode fazer muita diferença no fim do mês, diz o professor na matéria.

Se quiser mais informações, acesse a matéria http://www.trevisan.edu.br/imprensa/detalhe.cfm?idimprensa=1078.

Até a próxima!

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GESTÃO DE ARENA ESPORTIVA

agosto 1st, 2011 0 Comentários

O Centro de Pesquisas Aplicadas ao Esporte da unidade Trevisan Gestão do Esporte, além de produzir estudos e análises do mercado, também é um espaço para que os alunos do MBA em Gestão e Marketing Esportivo da escola discutam e produzam artigos sobre temas referentes à indústria esportiva nacional e internacional. No início do primeiro semestre de 2011, formou-se um grupo de estudos para discussão do tema “Gestão de Arenas Multiuso”. Após alguns bate-papos e a oportunidade de conversar com dois gestores de estádios de São Paulo, um dos alunos desenvolveu o texto a seguir. Os artigos do Centro procuram sempre abrir espaço para novas discussões e ideias que permitam fomentar, de maneira geral, a gestão profissional do esporte, contribuindo da melhor forma possível para o desenvolvimento desse mercado e dos profissionais que atuam nesse segmento, um dos mais aquecidos na atual conjuntura social, política e econômica do País.

 Atualmente, as arenas construídas pelo mundo afora não podem ser mais vistas somente como um mero local para a prática esportiva. Hoje as organizações ou entidades esportivas passaram a ter, de um modo ou de outro, uma gestão profissional, voltada para a indústria do esporte. Com isso, a gestão de arenas esportivas está se tornando em uma atividade complexa, o que exige uma administração mais atenta e qualificada.

Nos estádios e ginásios de hoje, a antiga administração que cuidava de alguns detalhes de manutenção do gramado ou quadra, das instalações e procedimentos pré e pós-jogos, com um RH limitado e pouca comunicação, além de um calendário bastante ocioso, passou a assumir a gestão de vários serviços agregados, como locação para shows, congressos, eventos culturais e corporativos, bilheteria, lojas, restaurante e camarotes. Começou também a gerenciar uma área de marketing com ações de publicidade, patrocínio e propaganda, e mesmo o setor financeiro da arena para que ela torne auto-suficiente, explorando ao máximo o potencial de receita nos dias de jogos, movimentando o setor de entretenimento e serviços em dias que sem jogos. Isso sem falar no controle dos sistemas de tecnologia do local, que encontram-se cada vez mais completos, gerenciando diversos com recursos de iluminação, sonorização, telões, placares, instalações para TV, coberturas retráteis, climatização do ambiente e mesmo a troca de diferentes pisos, utilizados de acordo com o evento realizado.

Isso tudo torna necessário um incremento nos recursos humanos.  Com um número maior que antigamente, o ideal é que a maior parte do pessoal administrativo esteja presente no dia a dia da arena, até para facilitar sua manutenção regular. E em eventos de maior porte ou sazonais, pode-se trazer equipes temporárias para deixar o espaço sempre bem utilizável, tanto para atender melhor o público ao locatário.  

A própria mudança do perfil dos expectadores, que procuraram mais conforto e segurança, fez com que a gestão atual se preocupasse mais com o serviço prestado dentro e fora das quatro linhas. E vale considerar que a gestão das instalações esportivas no Brasil deveria ser mais consciente e sem interferência dos departamentos dos clubes ou dos municípios (no caso de espaços públicos). Trabalhando sob essa ótica, os organismos demonstram uma administração desorganizada, impedindo um maior desempenho dos potenciais de geração de receita e organização operacional da arena. Isso porque encontram-se focados em suas várias atribuições, geralmente acumulativas, e não em uma administração especializada, necessária para uma boa manutenção do espaço.

Portanto, tendo em vista a diversidade dos eventos promovidos dentro de uma arena esportiva, uma administração especializada é uma condição essencial. Afinal, além da preocupação em preencher o calendário de eventos esportivos e não esportivos com antecedência e do intenso trabalho de marketing, é preciso manter a qualidade dos serviços oferecidos, efetuar a manutenção periódica do local, bem como promover atualizações tecnológicas constantes no empreendimento.

Assim, a gestão focada na arena esportiva traz a adoção de medidas qualitativas e quantitativas que permitem o controle da organização de forma mensurável, buscando sempre sua melhoria contínua.

 

Autoria: Bruno Luiz Cosenza; Orientação: Andressa Rufino

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As marcas mudam de mãos, mas não saem da mente dos consumidores

julho 26th, 2011 1 Comentário

A tão comentada fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar aparentemente fracassou, pelo menos por enquanto. Na paralela, o gigante Walmart diz que não quer entrar no páreo, pois pretende crescer “organicamente”. Logicamente uma estratégia de crescimento legítima, só que lenta.
Meio a essa discussão, a mais nova fusão que o Cade deu a benção nessa semana foi entre Sadia e Perdigão. Por um lado, trata-se de uma fusão contundente, pois duas empresas que surgiram literalmente no fundo do quintal de seus fundadores décadas atrás, hoje se juntam e formam a BRFoods, um dos maiores conglomerados da indústria alimentícia do planeta. Por outro lado, o “pedágio” que o Cade cobra para se assumir essa gigante musculatura no mercado é retirar temporariamente do mercado algumas marcas bastante famosas como mortadela Batavo. A suspensão aumenta para quatro anos no caso de salames e para cinco anos para a venda de lasanhas, pizzas congeladas e quibes. Já outras marcas infelizmente deverão ser vendidas como Tekitos, Patitas, Fiesta, Freski, Doriana e Delicata. Certamente Hypermarcas e JBS, que assumidamente arrebanham marcas pelo mercado, já devem estar bem de olho nesse movimento, e fazendo contas.
Essas marcas podem sumir do mercado ou podem mudar de mãos, mas ainda residirão nas mentes dos consumidores. Nesse momento me lembro de um acontecimento recente. Estava eu chegando em uma pequena cidade no interior de Goiás, e um cidadão ao ser perguntado por mim sobre quais bancos haviam na cidade, disse: “Aqui temos todos os bancos, Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Bamerindus”. Veja que para o discreto morador da cidade o HSBC ainda é o Bamerindus, uma marca que não existe mais no mercado há mais de 1 uma década. A marca Bamerindus e a sua famosa Poupança Bamerindus são marcas tão fortes que ainda transitam no nosso dia-a-dia.
Outro exemplo famoso é o do creme dental Kolynos, que foi comprado pela Colgate Palmolive anos atrás. Com a determinação do Cade em suspender temporariamente a marca Kolynos, a Colgate agiu rápido e lançou a marca Sorriso. O que nem os mais pessimistas imaginavam aconteceu: a marca Sorriso deu super certo, e os fiéis consumidores da pasta de dente amarelinha migraram para Sorriso. Kolynos nem precisou ser relançada.
Por último, cito um exemplo que me ficou marcado na última edição do Big Brother Brasil na TV Globo. Uma das provas do líder foi patrocinada pelo “Meu Frango Assado”, novo produto da marca Knorr, que pertence à Unilever. Foi uma prova de resistência onde os brothers ficaram envolvidos por um invólucro plástico, assim como o novo produto da Knorr sugere à dona de casa envolver o seu frango assado para absorver melhor o novo tempero. No meio da madrugada, um dos brothers, na tentativa de “agradar” o anunciante Knorr/Unilever, começa a cantar um famoso jingle: “De Leste a Oeste, De Norte a Sul, A onda é a dança da Galinha Azul. Acontece que a Galinha Azul era a mascote da Maggi, que pertence à Nestlé (concorrente mundial da Unilever). O que podemos concluir são 3 coisas: 1) o consumidor confunde completamente as marcas, ele não sabe quem é dono de quem; 2) veja a força de uma mascote (a Galinha Azul não é mais usada pela Maggi/Nestlé há anos) e ainda reside na mente dos consumidores; 3) como é que um executivo de marketing que planeja uma ação dessas (e certamente não paga pouco) vai prever que o brother, com as melhor das intenções do mundo, vai com começar a cantar o jingle de seu principal concorrente.
Por essas e outras razões que esse mundo do marketing é tão fascinante. Mas o fato é que não gostaria de estar na pele desse executivo da Unilever na manhã seguinte para prestar esclarecimentos porque a ação não funcionou.

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Vamos nos mexer?

julho 21st, 2011 0 Comentários

O brasileiro é muito bom em fazer desabafos, reclamar da vida, achar que tudo vai dar errado. De fato, muitas situações que acontecem no País, principalmente as relacionadas com corrupção e impunidade, nos levam a um certo descrédito com as instituições em geral. Por outro lado, entendo que a indignação pura e simples só é válida se conduzir o indivíduo para uma reação. É o famoso “tirar o bumbum da cadeira”.

Quando se fala de Copa 2014 e Olímpiadas 2016 no Brasil há uma chuva de críticas e sentimentos legítimos de que serão um fracasso ou desperdício de dinheiro público. O que falta na minha visão é o cidadão brasileiro perceber que o sucesso desses eventos e o seu retorno para a sociedade dependem também da atuação dele, até mesmo como agente fiscalizador.

Foi lançado nesta semana pelo Instituto Ethos em São Paulo o projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios, uma iniciativa que tem como objetivo “aumentar os níveis de transparência, integridade e controle social sobre os investimentos que serão feitos no país em obras de infraestrutura para a Copa de 2014 e para a Olimpíada e Paraolimpíada de 2016″. O projeto prevê a formação de comitês de acompanhamento em cada cidade-sede e, o mais importante, oferece formas de participação para o cidadão. O site ainda parece meio confuso e carente de algumas informações, mas de qualquer forma é uma excelente iniciativa e ferramenta para aqueles que preferem “tirar o bumbum da cadeira”.

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Você já entrevistou alguém? Pois deveria. Você também pode!

julho 18th, 2011 0 Comentários

Você já entrevistou alguém? Pois deveria. Você pode estar pensando: mas como? Não sou de RH, nem sou entrevistador!

Mas entrevista não é apenas a situação onde você é o candidato a uma vaga e está sendo avaliado pelo entrevistador. Você também pode realizar uma entrevista com um profissional mais sênior para buscar informações a respeito de um mercado, uma vaga, uma carreira ou mesmo um aconselhamento mais abrangente. Neste caso, a entrevista é considerada uma Entrevista de Pesquisa.

Na Entrevista de Pesquisa você é o entrevistador, embora seja verdade que esta pessoa também estará lhe avaliando de alguma forma. Quando você está na dúvida sobre qual passo dar, para qual empresa ir, ou qual será o novo caminho a seguir em sua carreira profissional, é muito importante conhecer os aspectos mais relevantes para ser bem-sucedido nesta escolha. A melhor forma de conhecer sobre uma determinada empresa, área ou mercado é conversar com alguém que trabalha nele. E, se possível, conversar com mais de uma pessoa.

Nesses encontros você terá a oportunidade de reunir informações detalhadas sobre os pontos de seu interesse, por exemplo, características essenciais para o ingresso nessa área, conhecimentos técnicos necessários, perspectivas de carreira, como é o dia-a-dia desse trabalho, entre outras inúmeras informações. Você também pode propor essas entrevistas para fazer perguntas diretamente relacionadas às suas preferências e preocupações. Por exemplo, pode pedir feedback sobre seu currículo, perguntar se sua experiência está alinhada com a experiência mínima necessária para certa posição ou perguntar como deveria se preparar para uma carreira na área X.

Veja alguns pontos:

1) Prepare-se: Para que essa entrevista seja proveitosa é fundamental que você se planeje, organizando temas e perguntas relevantes. Separar perguntas entre mais prioritárias e menos prioritárias é uma maneira de você se preparar para o andamento do encontro que pode ser mais ou menos aberto, ou ainda, alguma de suas perguntas pode receber uma larga explicação e tomar mais tempo do que o esperado, por isso, tenha em mãos suas prioridades. Caso prefira, o que também é mais recomendável, leve impressas as perguntas. Assim poderá verificar se tudo está saindo conforme o planejado, se suas principais dúvidas estão sendo esclarecidas e se, eventualmente, você não está se esquecendo de nada.

2) Como se vestir?: Como em uma entrevista a uma posição de emprego, a questão da roupa que vestir, chegar adiantadamente e ser simpático, tudo isto deve ser feito igual. A diferença é que você é quem conduzirá a conversa.

3) Saiba conduzir: Permita que o seu entrevistado também faça colocações sobre pontos que ele acredita ser relevantes, mas caso você perceba que está desfocando o assunto, poderá como delicadeza retomá-lo. Diga gentilmente, por exemplo: “Isto é muito útil, muito obrigado. Você se incomodaria de me responder outra pergunta?”

4) Faça anotações: Deixe registradas as principais ideias, os conselhos mais importantes e os detalhes mais relevantes. Porém, dê atenção ao profissional na hora que ele estiver contanto seus pontos de vistas. É importante manter o contato visual na conversação.

5) Avaliando e sendo avaliado: Não se esqueça de que é natural que as pessoas lhe avaliem. De repente, essa entrevista acaba sendo a sua chave para aquela posição que você tanto quer. Ou, no caso de ainda estar entendendo para onde quer ir, pode aparecer uma oferta interessante que lhe mostra o caminho.

6) Fazendo desse contato uma relação de longo-prazo: Seja com quem for, sempre agradeça a oportunidade de ter tido esta conversa. Caso no futuro essa oportunidade tenha lhe trazido ainda mais resultados, lembre-se de quem lhe ajudou. Diga o quanto as orientações recebidas foram importantes e que você está colhendo frutos. Esse simples contato reforça o agradecimento e fortalece o vínculo que foi criado. Pense sempre a longo prazo.

Além de enriquecer seus conhecimentos sobre várias áreas e carreiras, as entrevistas de pesquisa também vão aumentar sua network. Comece agora!

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