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Pôneis versus Branding

novembro 8th, 2011 0 Comentários

Meses atrás escrevi um texto com a minha opinião sobre os, literalmente, malditos pôneis da Nissan. Basicamente coloquei minha sincera impressão sobre o que achei dessa campanha. Mas muito mais do que deixar uma percepção subjetiva, procurei ancorar meus comentários em cima de tudo que entendo e tudo que li na minha vida sobre marcas, branding, construção de posicionamento e marketing (para ler meu primeiro post de agosto, o link é esse: http://bit.ly/tuJKuK).

Em resumo, eu não gostei e gostei. Deixa eu explicar: não gostei pois com essa campanha a Nissan mostrou como age uma empresa que pensa sob a ótica de campanhas e não em branding e construção efetiva de marca. E gostei pois comecei a usar esse exemplo dos pôneis em minhas aulas como um clássico caso de como não se deve construir marca.

Publiquei minha percepção em meu blog e alguns outros veículos, e recebi retornos de todos os tipos. Teve gente que adorou, retuítou, elogiou, como também sofri retaliação de algumas minorias, desde gente dizendo que isso é um novo tipo de comunicação, é um processo criativo sofisticadíssimo e contemporâneo, e até pessoas dizendo que foi bacana, pois gerou um grande buzz marketing, e isso é que vale hoje em dia.

Pois bem, semana passada saiu uma entrevista no site do Jornal do Carro com Murilo Moreno, Diretor de Marketing da Nissan no Brasil, sobre o efeito pós-campanha (o link está aqui: http://bit.ly/r8qd0l). Basicamente o que me chamou atenção na entrevista foi o seguinte:

- nas primeiras campanhas (há 1 ano e meio atrás) a Nissan tinha 7% de lembrança de marca pelo consumidor e eles mostravam as marcas de carros rivais. Sofreram com Conar e disseram que usaram de criatividade e humor, já que não tinham muito dinheiro;
- antes da campanha dos Pôneis, as pessoas confundiam a marca Nissan com a marca de macarrão Nissin;
- eles saíram 0,8% em 2010 para 2% de market share esse ano;
- o filme dos pôneis termina com a expressão “Te quiero” e Murilo Moreno disse que “foi uma das sugestões que a agência deu e achamos legal. O engraçado foi que o consumidor associou não apenas à Hilux, mas também à Ranger e à Amarok, que são argentinas.”

Vamos aos meus comentários. Como assim o consumidor associou a campanha dos Pôneis Malditos à Toyota Hilux, Ford Ranger e à Volkswagen Amarok? Para mim, tudo isso ratifica o meu pensamento que a Nissan é uma típica empresa norteia suas estratégias de marketing sem prezar pelo longo prazo, consistência e tudo mais que prega o branding. E fica muito evidente para mim que se trata de uma marca que deixa a agência comandar as diretrizes de comunicação da empresa.

Ouvi pessoas dizendo que o vídeo da campanha teve milhões de views no YouTube? Que bacana! Mas o quanto isso gera de emplacamento de novos veículos da Nissan no DETRAN? Até onde eu aprendi na faculdade, normalmente uma das funções do marketing e de campanhas de propaganda é vender, certo?

Quando você não faz um trabalho de Branding bem feito, ou seja, quando você não evidencia de forma clara, consistência e visível os seus vários elementos de marca em uma página dupla de revista por exemplo, você está fazendo propaganda de graça para o líder da categoria. Sim, isso mesmo que você leu: você faz propaganda de graça para a marca líder. Certamente quando os executivos de Branding da HYUNDAI viram o anúncio dos Pôneis Malditos devem ter pensado: “Aeeee, não precisa mais gastar tanto com verba de comunicação, tem gente fazendo comercial grátis pra gente!”. Recentemente, fiz uma rápida sondagem em uma classe de marketing que leciono. Pedi que todos fizessem silêncio e escrevessem em um papel qual o nome da marca anunciante da tão comentada campanha dos pôneis malditos, e me entregasse o papel. Após a soma, o resultado foi: 33% Hyundai, 24% Toyota, 22% Kia Motors, 14% Nissan, 7% não lembravam/não sabiam. Que beleza! 80% lembram da campanha, e apenas não lembram da marca.

Sua marca não pode se limitar a um simples, tímido e coadjuvante logo num canto inferior esquerdo de um anúncio. Sua marca são cores, sua marca é direção de arte, é consistência de layout, é paixão aos detalhes, é a posição de todos os seus elementos cirurgicamente pensados como mascote, embalagem, slogan, chamadas, e também logicamente seu logo, tipologia, etc.

Obrigado, Nissan!

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Vela na elite da gestão esportiva

novembro 4th, 2011 0 Comentários

A 11ª edição da Volvo Ocean Race começou no dia 29 de outubro com a In-Port Race e exatamente uma semana depois, no dia 5 de novembro, as seis equipes participantes iniciam a jornada de mais de 39 mil milhas náuticas (72 mil quilômetros) pelos 5 continentes com a Leg 1 de Alicante (Espanha) até a Cidade do Cabo (África do Sul), em um trajeto de 6.500 milhas náuticas. Muitos podem não estar familiarizados com os termos náuticos ou histórico do evento, mas certamente a infraestrutura dessa regata tem muito a ensinar aos gestores do mercado esportivo.

Na última edição (2008/2009), mais de 1,700 bilhão de pessoas assistiram pela TV, acessaram a regata virtual ou jogaram o game da Volta ao Mundo. A estimativa da organização é aumentar em 10% esse número já que foram criadas novas plataformas com o jogo no Facebook e aplicativos para o sistema Android.

Além disso, o número de visitantes nas stopovers atingiu 3.879.362 e só pela internet 89 milhões de fãs acompanharam regata vencida pelo comandante brasileiro Torben Grael, no barco sueco Ericson 4.

Nessa edição 2011/2012, o custo da Volvo Ocean Race, sem contar os gastos com as equipes, gira em torno de R$ 140 milhões. Abu Dhabi Racing (Emirados Árabes), CAMPER with New Zealand Racing Team (Nova Zelândia/Espanha), Groupama Sailing Team (França), PUMA Ocean Racing powered by BERG Propulsion (EUA), Team Sanya (China) e Team Telefónica (Espanha) investiram cerca de R$ 27 milhões cada um para enfrentar as 39 mil milhas náuticas (72 mil quilômetros). Os barcos são feitos de fibra de carbono e dispõem da mais avançada tecnologia para agüentar os quase 9 meses de competição.

Mas um dos pontos mais interessantes está no desenvolvimento das cidades com a recepção do evento. Alicante, por exemplo, ganhou mais notoriedade e trouxe recursos à região. O impacto econômico na cidade foi de R$ 175 milhões, além da geração de 1.500 empregos.

Pensando nisso é que a cidade catarinense de Itajaí receberá os velejadores em abril de 2012. A reforma da vila da regata já foi iniciada e agora a cidade está implantando alguns planos do concurso “Projetos para Itajaí”, desenvolvido pelo comitê local da regata e pela prefeitura para incentivar empresas da região e a própria população à investirem na cidade, atendendo as necessidades da regata e deixando um legado para a comunidade.

E falando em legado, uma iniciativa muito importante para a vela começou com a edição 2008/2009 e irá se estender nesta e nas próximas edições. Durante cada parada – serão 10 nesta edição 2011/2012 – a Volvo Ocean Race promove na cidade sede uma Clínica de vela seguida de uma competição na classe Optimist, considerada o principal portão de entrada para os esportistas da modalidade – alguns dos principais medalhistas olímpicos começaram a carreira nessa classe. A Youth Academy visa atrair jovens e crianças para o ambiente da vela, proporcionado o contato com o esporte, e ainda encontrar novos talentos, responsáveis pelo futuro e desenvolvimento da modalidade.

E a principal competição náutica do mundo assegurou um cenário econômico favorável até a edição 2014?2015, prazo final do contrato do evento com a montadora Volvo e o grupo Volvo. Ou seja, a Volvo Ocean Race é uma mistura de aventura, bom planejamento e alto investimento, trazendo credibilidade e retorno para participantes, portos e patrocinadores. Um evento completo, envolvendo esporte, social, financeiro e ambiental.

 

 

 

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Procurar emprego pode ser divertido.

outubro 17th, 2011 0 Comentários

Converso toda semana com pessoas que estão buscando novas oportunidades, seja por já terem se desligado de alguma empresa, ou por estarem insatisfeitas onde estão. O fato é que, procurar uma nova oportunidade nem sempre é divertido. Geralmente este é um momento onde estamos ansiosos, estressados, preocupados, e tudo isso reflete diretamente na busca. As pessoas se sentem derrotadas cada vez que recebem uma carta de rejeição. Ou pior, quando não ouvem absolutamente nada. Costumo dizer que procurar emprego dá muito trabalho, e dá mesmo, o que não significa que tenha que ser chato.

Na verdade, o motivo número 1 da procura de emprego não ser divertida é que não a fazemos assim! Nós acreditamos que este é um processo chato e desmoralizante. Não é verdade! Encontrar trabalho pode realmente ser um desafio – mas se você estiver disposto a se abrir durante o processo, ele pode ser agradável e interessante.

Veja algumas dicas dadas recentemente no Careerealism.com, com alguns comentários meus:

 Passo 1: Tenha foco nas atividades e sinta-se bem.

Na prática, a primeira coisa que você precisa para iniciar uma busca de emprego é ter seu CV pronto, revisado e impecável, mas sentar-se diante de seu computador por horas a fio, sem fazer nenhuma reflexão anterior, pode ser suficiente para dar vontade de desistir ali mesmo!

O primeiro passo é aumentar seu auto-conhecimento e fazer novas descobertas para lembrá-lo de seus pontos fortes e interesses profissionais. Você precisa se sentir bem sobre quem você é e sobre o que tem para oferecer como  profissional. Esta tarefa nem sempre é fácil de ser concluída sozinha. Nas minhas orientações, sempre trago este ponto para discussão e muitas vezes indico que as pessoas façam uma pesquisa e pergunte a colegas, parceiros, familiares, etc, sobre isso. Muitas vezes nós não conseguimos ver alguns pontos sozinhos, mas quando alguém os diz, fica claro que são realmente pontos fortes. Durante este processo as pessoas ficam mais confiantes em suas habilidades e capacidades – e todos nós sabemos que uma atitude confiante é vital para convencer gerentes de recursos humanos que somos a pessoa certa para o trabalho.

 Passo 2: Você deve escolher, e não somente ser escolhido.

É incrível como muitas pessoas que procuram emprego realmente acreditam que as únicas opções de trabalho são aquelas publicadas em quadros de trabalho, anunciadas em revistas, sites de vagas, Linkedin, etc. Se você está somente respondendo a oportunidades que vê, com certeza está sendo escolhido, além de estar perdendo muitas chances que não chegam a aparecer publicamente. Sempre sugiro que as pessoas criem uma lista de empresas onde gostariam de trabalhar, pesquisem sobre elas e, caso continuem interessados, entrem em contato, independentemente da empresa ter ou não uma vaga aberta. Por quê? Porque todas as empresas estão à procura de talentos, independentemente do que eles têm divulgado. E o simples fato de você demonstrar interesse genuino por uma organização, pode te levar até aquelas oportunidades que nunca chegam ao Mercado, ou te destacar nas outras.

 Passo 3: Passe tempo com pessoas das empresas que você admira e respeita

Isso não deveria ser nenhuma surpresa. Se você tem uma lista de empresas onde gostaria de trabalhar, nada mais natural do que tentar encontrar e conhecer pessoas que trabalham lá! Provavelmente, você acharia fácil fazer-lhes perguntas sobre o seu trabalho e a companhia, certo? E, você iria gostar de ouvir sobre isso, correto? Bem, isso é exatamente o que recomendo que façam – chamo aqui no Brasil de “Entrevista de Pesquisa”. Um bate-papo onde você quer saber mais sobre a organização, mas é claro que precisa causar uma boa impressão ao mesmo tempo, pois com certeza estará sendo observado também.

Como sabemos, networking é como mais de 80% dos empregos estão sendo obtidos hoje. Você estará se divertindo e utilizando a melhor técnica de pesquisa para encontrar um trabalho que esteja  de de acordo com seus interesses e valores.

O principal passo para tornar a busca por recolocação divertida é conhecer pessoas novas,  compartilhar experiências e aprender com os erros, ou seja, não fazer isso sozinho!

 Não acredita? Então procure o Conexão Mercado e podemos ajudá-lo ainda mais.

By Fernanda Thees

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Ele deixou uma marquinha no universo

outubro 10th, 2011 0 Comentários

O planeta hoje acordou triste. O mago Jobs faleceu, após uma longa, histórica e bem sucedida jornada à frente do mundo da tecnologia. Após cerca de 7 anos de luta, Steve foi vencido por um dos mais letais tipos de câncer. Jobs foi um gênio, e todo gênio que se preze sobra em alguns aspectos e deixa a desejar em outros. Ao mesmo tempo em que ele demitia funcionários dentro dos elevadores da Apple em Cupertino/Califónia, de lá eram lançados produtos como o Mac OS X em que Jobs disse que os botões da tela ficaram tão bonitos que o usuário ia ter vontade de lambê-los. Ao mesmo tempo em que ele não fazia pesquisa com consumidores para lançar seus produtos, ele levava seus designers para conhecer a Casa da Cascata de Frank Lloyd Wright na Pensilvânia e inspirar o processo criativo deles. Ao mesmo tempo em que ele disse, com a maior naturalidade de mundo, que o trabalho de 1000 engenheiros que se debruçaram em um projeto durante 3 anos de nada valeu, ele lançou um MP3 com apenas 1 botão no meio, e é líder de categoria no segmento. Esse foi Steve Jobs.

Se eu tivesse a dura missão de resumir Steve Jobs em poucas palavras, eu me limitaria em: paixão aos detalhes e intuitividade. Tudo que a Apple fez, faz e fará carrega esses dois valores de forma sublime. Todos os produtos da Apple têm uma extrema atenção ao detalhes, tudo muito bem calibrado, bem pensado, e todo novo design tem um racional fortíssimo por trás. O cabo de energia é preso com imã ao computador, pois se você tropeça no fio não joga seu trabalho no chão. O botão de liga/desliga é sempre atrás, caso você esbarre, isso não deletará seu projeto todo. Tudo é muito intuitivo. Tudo é lindo. Nunca mexemos em um iPad mas quando pegamos um parece que já sabemos onde as coisas estão.

Jobs deixa um legado incomparável. Há quem compare o que ele faz como algo parecido com religião. Jobs é o messias, a Apple Store é a Meca da Tecnologia mundial e nós não somos meros consumidores, somos verdadeiros seguidores e adoradores. Vale lembrar que Steve Jobs era rodeado por outros gênios. Um deles é Jonathan Ive, que ao mesmo tempo que passeia em seu Aston Martin pelas praias da California, também desenha produtos como o iMac.

Ele foi um gênio provocativo. Qual CEO no mundo hoje que sentava com funcionário de chão de fábrica para discutir o processo de abrir da caixa dos produtos da Apple pelo consumidor? Jobs fazia isso, pois entendia que aquele era um momento mágico. Ele desafiou o mercado editorial com os e-Books, que vieram para ficar e crescem de forma avassaladora. Os livros físicos estão com os dias contados. Steve Jobs e a sua Apple ditaram a vanguarda tecnológica,e ao mesmo tempo, geram uma rápida e proposital obsolescência de seus produtos. O iPad 1 que, até o ano passado, estava na crista da onda, hoje já é velho. Dentro de anos, será item de museu. Não me resta dúvidas que Tim Cook e seu brilhante time de engenheiros e designers já estão com o iPad 3 pronto, e o iPad 4 já no protótipo, e o iPad 17 já idealizado. E cabe a nós consumidores sermos engolidos por esse tsunami de gadgets. A verdade é que eu não preciso de iPad 2, mas eu tenho que ter.

Hoje cedo comecei a aula com meus alunos com um 1 minuto de silêncio, e dediquei toda nossa aula à Steve Jobs ao seu brilhante legado à frente da Apple. Ao final, aplaudimos. Acho que esse é a melhor forma de homenageá-lo. Thanks, Steve!

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Empreendedorismo: O que significa isso na minha vida pessoal?

setembro 28th, 2011 0 Comentários

Empreendedorismo. Dono do próprio negócio, essa ideia vem à mente muitas vezes. Ser dono de sua vida profissional. Não deixa de ser verdade, já que esse conceito Empreender significa: “dedicar-se a praticar, pôr em execução, tentar, delinear.” Dicionário Soares Amora- Ed. Saraiva – 2009. Mas não só isso. O que tem a ver com a vida pessoal? Ser empreendedor significa proatividade, ir além, em busca de resultados.
Como as escolas tem incentivado essa prática? Em alguns cursos de graduação e até algumas escolas de Ensino Médio, existe a disciplina chamada “empreendedorismo”, que foca na gestão do próprio negócio, uma alternativa para a saturação do mercado de trabalho e como opção de independência profissional e pessoal. Nesse sentido, existem pelo menos duas organizações que investem nessa área: Endeavor e SEBRAE, com programas e cursos de capacitação para gestores.
A ideia desse artigo é revelar características de um empreendedor, que podem ser encontrados no perfil de pessoas que atuam, inclusive, nas grandes organizações.
Estas são algumas das principais características necessárias para se tornar um empreendedor. Veja quais delas você pode identificar e aprimorar: iniciativa, autonomia, autoconfiança, otimismo, necessidade de realização, perseverança e alto comprometimento. Traduzir pensamentos em palavras e ações.
Para mim, o que mais chama a atenção é quando se fala em “traduzir pensamentos em palavras e ações”. Considero-me uma pessoa independente e muitas de minhas ideias, só acontecem na minha cabeça e tenho dificuldade de traduzir isso em palavras e ações, que acaba por gerar algumas frustrações. Mas, quando observo as outras características, percebo que mais do que aprender na escola essa habilidades, todo o processo de desenvolvimento da minha personalidade contou com o incentivo da família e de certa forma, contribuíram de forma significativa para que eu me tornasse o que sou hoje.
Acredito que as organizações podem e devem fortalecer essas características através de palestras, campanhas, programas e avaliações. Contribuir para a melhoria do ambiente de trabalho deve ser um objetivo de todos.
Minha contribuição hoje: organize suas ideias e estabeleça suas próprias metas. Defina o que realmente é importante na sua relação pessoal e profissional. Trabalhe nisso, avalie e esteja pronto para as surpresas na trajetória.

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Franquias no esporte

setembro 23rd, 2011 0 Comentários

O Cruzeiro acaba de anunciar que planeja criar franquias e até loja no exterior. A SPR Franquias, atual gestora das redes de Corinthians, São Paulo e Vasco, demonstrou interesse em ajudar o clube mineiro nesta empreitada. A franquia Poderoso Timão, por exemplo, pode ser considerada um bom case de sucesso da empresa, já que tem mais de 100 lojas e quiosques, inclusive fora de São Paulo, no Paraná e Distrito Federal. O Corinthians tem hoje aproximadamente 30 milhões de torcedores e algumas da principais ações de marketing, como a camisa do centenário e até mesmo a camisa roxa de 2010, mostraram um volume de vendas expressivo.

Claro que o número de torcedores e o momento do time contribuíram para otimizar os ganhos da franquia. Contudo, vale ressaltar que atualmente o torcedor acabou se tornando um consumidor exigente. Ele gasta por paixão, mas não desperdiça. Além disso, o fato de outros times “migrarem” seus produtos licenciados de lojas esportivas e apostarem em lojas próprias, é um fator positivo para que as franquias de times se ampliem, até porque o formato mostra-se um modelo de negócio mais “seguro”, tanto para o investidor como para o consumidor.

Outra franquia esportiva interessante são as escolinhas. O Santos FC, cuja na categoria de base está se tornando referência em performance, tem tudo para ganhar com a franquia Meninos da Vila. E com a integração entre as escolas da rede, o time profissional pode ser fortalecer e com competitividade os patrocínios só tendem à aumentar.

Mas não é só o futebol que tem lucrado com as franquias. O Minas Tênis Clube, um dos principais formadores de atletas do Brasil, comercializa uma franquia de escolinhas em 12 modalidades diferentes de esportes, como vôlei, natação, basquete, ginástica olímpica, judô e tênis.

Outro exemplo é o mercado de fitness, que tem aproximadamente 4 milhões de freqüentadores em academias e movimenta quase R$ 5 bilhões por ano. Com os brasileiros sofrendo cada dia mais com problemas crônicos de saúde, além do famoso estresse, as academias provavelmente serão um dos negócios que mais irão se expandir nos próximos anos. A rede Contours, academia para mulheres, por exemplo, já tem mais de 1000 unidades espalhadas por diversos países e no Brasil tem expandido suas academias nos principais estados.

E não se pode esquecer que franquias como a Centauro, maior rede de produtos esportivos do Brasil, estão crescendo e abrindo lojas cada vez maiores nos principais shoppings do país.

Com esses dados otimistas, aparentemente, parece fácil montar ou criar uma franquia no setor de esportes. Todavia, é preciso lembrar que boa parte da movimentação desse mercado é sazonal, logo, um dos principais obstáculos para as empresas de esportes é a alta rotatividade do público. Assim, o mais importante é saber adequar público e as características do empreendimento, garantindo o retorno esperado do investimento.

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Redes Sociais e Gerenciamento de Carreira

setembro 19th, 2011 0 Comentários

Com a criação das redes sociais eletrônicas, gerenciar os relacionamentos de forma virtual se tornou um hábito para a maioria das pessoas, no entanto, é preciso tomar alguns cuidados para que isso não se torne um problema.

O foco deste artigo é a forma como sua imagem será vista e como ela poderá refletir em sua carreira, porém ainda é válido lembrar que nada substitui a relevância de manter os relacionamentos ativos presencialmente – pois isso também pode fazer a diferença para sua carreira.

Ao se pensar em fazer parte de uma Rede Social é fundamental estar ciente que você estará de certa forma exposto. Por isso, cabe a você refletir sobre o que você está buscando em uma rede social; se estará disposto a compartilhar suas informações, e se você quer/precisa separar sua vida pessoal da sua profissional.  De acordo com o que você decidir, identifique uma rede social que faça sentido para você.

De forma simples, podemos agrupar as redes sociais em dois tipos objetivos:

- Relacionamentos Profissionais, como o Linkedin, onde é permitido inserir dados profissionais e alguns dados pessoais de contato, sem espaço para entretimento e com enfoque corporativo. A Trevisan tem três grupos no LinkedIn: Trevisan Escola de Negócios, Trevisan Conexão Mercado e Trevisan Corpo Docente. Verifique se você pode fazer parte de um deles, ou de todos eles.

- Relacionamentos Pessoais/Profissionais, como Facebook, Orkut e etc. Isto porque é permitida a inclusão de dados pessoais, mas também de dados profissionais. Existe espaço para entretenimento como os jogos online, criação de álbuns de fotos e etc; como também existe espaço para relacionamento com empresas e grupos.

Por exemplo, se você refletiu que faz sentido para você apenas manter os contatos profissionais, o Linkedin seria a rede mais indicada.
Atualmente muitas empresas e consultorias utilizam o Linkedin para buscar profissionais ou até suas referências. É comum ouvir falar de profissionais que conseguiram uma oportunidade profissional com a ferramenta. Outra atividade importante no LinkedIn é o gerenciamento dos contatos, ou seja, seu networking!
É interessante que conecte-se com profissionais da sua área ou que possam agregar algo para sua carreira, assim como trocar informações e experiências e futuramente até gerar negócios e oportunidades. O Linkedin também permite que você participe de grupos de discussões ou fontes de informações. Esses grupos são uma boa forma de fazer networking, pois você tem a chance de conversar de verdade com outros profissionais.

Algumas dicas para o uso desta ferramenta:
- Deixe seu perfil o mais completo possível . É importante atualizar o perfil com frequência, ainda que a pessoa não esteja procurando oportunidades ou não tenha mudado de cargo. Você pode incluir atividades recentes ou artigos interessantes.

- Não minta, uma hora vão descobrir.

- Construa uma imagem de experiência, em suas atividades não deixe de falar sobre projetos realizados e resultados alcançados.

Também há momentos que a vida pessoal e a vida profissional poderão se cruzar e você precisa estar preparado para isso. No Facebook como no Orkut, por exemplo, você poderá incluir seus dados profissionais e assim estará automaticamente atrelando sua vida pessoal e profissional. Mas, mesmo que você não coloque o nome de sua empresa, alguém poderá lhe achar e ver como você se mostra na rede.

Algumas redes sociais, como o Facebook, permitem que você compartilhe diferentes tipos de informações com diferentes grupos, conseguindo fazer um recorte de o que você quer mostrar e para quem quer mostrar – isso se chama “Configurações de Privacidade”. Esta é uma “facilidade” um pouco complexa que permite que você disfrute mais tranquilamente. Se você quiser ficar brincando de jogos eletrônicos e não quiser expor isso aos seus contatos profissionais, mas quiser anunciar um torneio entre os amigos, isso é possível – basta dedicar um tempinho lendo o manual de ajuda da rede.

Em linhas gerais, o melhor conselho é bom senso – como você se comporta geralmente em sua rede social presencial é como você precisa se comportar na rede social eletrônica. Os vexames podem ser os mesmos ou mais graves, pois como tudo fica registrado seja como foto ou como comentários postados, como diria o pessoal de Direito: “contra provas não há argumentos”…

Também podemos pensar da ótica do Marketing, com os conceitos de Marketing Pessoal e fazer uma analogia com Marca. Você leva anos para construir uma boa imagem, que em minutos pode vir abaixo por conta de um escândalo e recuperá-la pode ser muito difícil.

Resumidamente:

1- Pense bem antes de entrar em uma rede social, reflita sobre seus objetivos, analise os prós e contras de cada rede de acordo com o que você procura.

2- Tente selecionar o que faz sentido expor e para quem expor aproveitando as facilidades das configurações de privacidade das redes.

3- Também reflita sobre o seu comportamento social no dia-a-dia, se ele estiver alinhado aos bons hábitos e costumes, não há o que temer!

Por Debora Miceli e Pâmela Campos, consultoras da Loite

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40% gostam dele

setembro 12th, 2011 0 Comentários

O partido democrata realmente esperava que a captura do líder da Alquaeda Bin Laden cairia como uma luva para a campanha de Barack Obama à reeleição. E passados 3 meses da morte de Osama, o índice de aprovação do governo Obama atingiu o menor patamar, revela o instituto Gallup em uma pesquisa divulgada no último dia 29 de julho. A popularidade registrada ficou na casa dos 40%, e sofreu uma bela queda em virtude do cansativo debate pelo aumento do teto da dívida americana entre democratas e republicanos.

Diante desse cenário cuidadoso e preocupante, o momento agora é de sentar e rever toda a estratégia de marketing da campanha de reeleição de Obama. Em 2008, em meio à maior crise econômica de todos os tempos, o mundo conheceu seu primeiro presidente negro, com sobrenome muçulmano e com 20% de verba de campanha destinada às mídias digitais. Barack Hussein Obama, um havaiano com pai queniano, elegia-se o homem mais poderoso do planeta, o mais novo presidente dos Estados Unidos da América. A campanha de marketing político que o elegeu foi um dos maiores fenômenos midiáticos que o mundo pós-moderno já assistiu. Obama era uma marca invejável, um homem carismático, com um currículo irretocável, um exemplo de pai de família, um exímio orador e que mobilizou e emocionou multidões. Era tudo que o partido democrata precisava para desbancar o velho republicano John McCain e os 8 oitos de George W. Bush. Obama adotou o slogan “Yes, we can” como mensagem central de toda a campanha e tudo associado ao mote do “change”, ou seja, Obama era a mudança que os Estados Unidos da América necessitavam para voltar a ser um país adorado pelo resto do mundo.

Na ocasião, o partido democrata utilizou-se do que havia de mais impactante no que tange estratégias de comunicação de marketing político. Os eleitores foram informados via torpedo SMS que o vice-presidente seria Joe Biden. Em videogames de basquete via-se placas publicitárias de Obama na quadra. Ações de Search Engine Optmization no Google, comerciais de 30 segundos, documentários, ações via mídias sociais como YouTube, Twitter, Aplicativos de iPhone, Facebook,e tudo mais que uma ação convencional de marketing de uma marca de sabão em pó, por exemmplo, faz para angariar novos consumidores, e nesse caso, eleitores. O resultado não poderia ser diferente. Obama virou o Mr.President e a campanha de marketing que o elegeu ganhou Leão no Festival de Cannes, na categoria “Titanium” ou campanha de marketing integrado, onde se utiliza o maior número de ferramentas do processo de comunicação de marketing.

O desafio agora é aproveitar todos os méritos e aprendizados da aclamadíssima campanha de 2008 e fazer bombar a corrida de 2012. As redes sociais agora estão ainda mais poderosas e disseminadas pelos Estados Unidos. O twitter, em especial, já está sendo muito bem utilizado pelo partido democrata para mobilizar correligionários entre os 50 estados americanos. E cabe a nós assistir tudo isso de camarote aqui do hemisfério de baixo. A quem possa interessar, siga @BarackObama e junte-se aos quase 10 milhões de seguidores.

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Acelerando o crescimento do automobilismo brasileiro

setembro 9th, 2011 0 Comentários

Felipe Nasr tem apenas 19 anos, mas já conquistou o que poucos pilotos brasileiros conseguiram. Em 3 anos, ganhou 2 títulos expressivos – Fórmula BMW Europeia e F-3 Inglesa, com duas corridas de antecipação. O curioso é que quando se fala em automobilismo no Brasil, muitos ainda se questionam: será ele o próximo Ayrton Senna? Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet, Felipe Massa e o próprio sobrinho do astro, Bruno Senna, já entraram no palpite e agora é a vez de Nasr.

Deixando um pouco o talento de lado e falando em negócios, é preciso notar que o surgimento de novos “Ayrtons” está diretamente ligado ao investimento nos campeonatos e, principalmente, nas categorias de base.

O investimento existe, mas ainda é perqueno. A Fórmula Indy, nova aposta da cidade de São Paulo e o GP Itaipava de GT4 mostram que as empresas ainda reconhecem esse esporte como um bom investimento. Entretanto, o investimento mais carente está na base, que irá formar novos e bons pilotos.

“Vai chegar uma hora que, se não tiver o apoio para ajudar, vai acabar. E a gente não tem mais categoria de Fórmula no Brasil. É a única que eu tive idéia de fazer. E não é que eu tive só a idéia; eu investi nisso, do meu bolso, porque eu acredito no automobilismo, porque eu acredito nos nossos pilotos”, contou Felipe Massa em uma entrevista recente à rádio Jovem Pan.

O atual piloto da Ferrari criou em 2009 a Fórmula Futuro, categoria de automobilismo destinada para pilotos jovens, com idade entre 16 e 20 anos, com o objetivo de garimpar novos talentos. E para os que duvidam do retorno, o ano de estréia da Fórmula Futuro (2010) acumulou mais de 25 horas de divulgação e R$ 14 milhões de retorno de mídia.

Além disso, para fomentar o esporte é preciso criar níveis menores que propiciem mais experiência aos novatos. Hoje para estabelecer carreira nas pistas, ou o piloto vai para a Stock Car ou para a F3 – ou seja, não há opções. O surgimento de competições como o Brasileiro de Marcas e a Super Cup Series, mostra que ainda é possível reverter o quadro, até porque atualmente existem planos atrativos para os potenciais patrocinadores.

No caso do Brasileiro de Marcas, a valorização das montadoras e o projeto de desenvolver o automobilismo nas regiões por onde passa, foi um diferencial que fez a Petrobrás tornar-se uma parceira da nova categoria – já rebatizada de Copa Petrobrás de Marcas.

Fato é que iniciativas como as de Felipe Massa e demais empreendedores, como a Petrobrás, são fundamentais para que o Brasil retorne ao pódio do automobilismo e a modalidade cresça, tornando-se mais acessível.

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Por que amamos a Coca-Cola?

setembro 6th, 2011 0 Comentários

Quem já tomou esse líquido preto hoje? Eu! Quem tinha uma garrafa de Coca-Cola na mesa de seu aniversário de 1 ano? Eu! Quem ama Coca-Cola? Eu!

Coca-Cola não muda seu logotipo há décadas, correto? Errado! Coca-Cola tem guardiões de marca e de design que fazem ajustes sutis freqüentemente, e praticamente imperceptíveis aos nossos olhares. Eles seguem à risca o que diz o sociólogo polonês Zygmunt Bauman em seu recente VIDA PARA CONSUMO: “Ter uma identidade fixa nesse mundo fluido é uma decisão, de certo modo, suicida”. Coca-Cola muda sim, senhor! Há quem diga que Coca-Cola conversa com a gente todo santo dia. E eu não tenho dúvidas disso. Conversa mesmo. Seja na nossa mesa, seja nos restaurantes, nas propagandas, nos nossos álbuns de aniversário, nos filmes, nos seus caminhões devidamente pintados de vermelho pantone RGB 7403.

A palavra que dita a identidade visual da marca da Coca-Cola hoje em dia é simplicidade. Pegue na mão uma latinha de Coca-Cola e veja como está de anos pra cá. Está mais simples, mais clean e sem elementos como bolinhas de gás (criadas pelo mestre @mgobe), etc. Coca-Cola tem 3 grande drives de comunicação muito bem travados. O formato clássico e curvilíneo de sua garrafa está lá protegido e travado, ninguém mexe. Seu logotipo (que já era reconhecido pela minha sobrinha quando ela tinha 2 aninhos) está lá irretocável, e foi idealizado com Frank Robinson, o contador da Coca-Cola. Sim, o contador. E o seu pantone do vermelho ninguém toca, ninguém questiona e ninguém ousa mexer. Eles travam esse 3 drives e o resto eles podem mexer e ousar à vontade, seja com urso polar, seja com Papai, Noel, seja com a Plant Bottle.

O próprio nome Coca-Cola há que possa criticar, mas é um nome belíssimo, delicioso de falar, gostoso de pedir, fácil de pronunciar. Outras marcas vão meio nessa linha hoje em dia: BlackBerry quer dizer amora em inglês, não tem nenhum link com tecnologia, mas é muito gostoso de falar, de escutar. Não é à toa que a marca BlackBerry é a 25º. marca mais valiosa do mundo hoje segundo o último ranking da Millward Brown. A Coca vale um pouco mais, é a 6ª. marca no ranking, valendo módicos US$ 79 bilhões. A primeira do ranking é uma outra fruta mordida.

Vou tomar uma Coca! Um abraço!

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