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“O Futebol Explica o Brasil”

maio 5th, 2010 0 Comentários

Com esse título instigante, o jornalista e historiador Marcos Guterman* escreveu um livro original que traça um paralelo entre a história do futebol e a história do Brasil. Dividido por ordem cronológica, o livro conta desde a inserção do esporte no país, a sua transformação de jogo de elite em fenômeno popular, até a profissionalização que vivenciamos atualmente. O interessante é que o autor conseguiu demonstrar algo que eu já intuia: que o futebol no Brasil deve ser analisado e compreendido muito além de apenas um jogo e que ele pode sim explicar muito da formação da nossa sociedade.

É do futebol, por exemplo, que emprestamos a expressão “complexo de vira-latas” para designar esse sentimento nacional de inferioridade perante os estrangeiros. O termo foi criado por Nelson Rodrigues a partir da tragédia que foi a derrota para o Uruguai na final da Copa de 50 em pleno Maracanã. Depois de construirmos o maior estádio do mundo e sediarmos a primeira Copa depois da Segunda Guerra Mundial, tínhamos a grande chance de mostrar para o mundo a força da nossa mistura étnica, e fracassamos.

Ainda que oito anos depois tenhamos conseguido ganhar a Copa, o País permaneceu com pouca representatividade mundial por praticamente todo o século 20. A sensação agora, no entanto, é que vencemos definitivamente o “complexo de vira latas” por uma série de motivos:

  • Somos a 9ª maior economia do mundo;
  • Temos democracia plena e consolidada;
  • Nossa inflação está razoavelmente controlada;
  • Somos um dos maiores produtores de alimentos;
  • Temos uma indústria diversificada;
  • Não temos endividamento externo;
  • Temos autosuficiência energética;
  • Criamos o maior frigorífico do mundo;
  • Somos o 6º maior fabricante de automóveis;
  • Somos exportador de aeronaves.

Entre outros tantos exemplos positivos, é claro que ainda há uma série de desafios a enfrentar, como os altos custos tributários, a segurança e a saúde pública, a qualidade e o acesso à educação, a infra-estrutura precária. Mas o fato é que o Brasil está hoje num outro patamar. E a consolidação dessa imagem deve se dar com a realização dos dois maiores eventos esportivos que teremos a oportunidade de sediar nesta década: a Copa em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Vai ser a chance de outro de definitivamente sepultar aquela derrota de 1950.

* Marcos Guterman participou do I Encontro de Estudos Aplicados na Trevisan Escola de Negócios. Confira o resumo do evento aqui.

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A alta da Selic e a necessidade de investimentos

abril 29th, 2010 0 Comentários

A alta da Selic e a necessidade de investimentos

 O Copom resolveu, por unanimidade, elevar a meta da taxa Selic de 8,75% para 9,5% ao ano. Esta deve ter sido a primeira de uma série de aumentos que virá nas próximas reuniões. Acredita-se que, até o final do ano, a taxa Selic chegue a 11%.

Muitos vêem estes movimentos de elevação da taxa básica de juros como um retrocesso em relação às reduções conquistadas anteriormente. Porém, devido ao aquecimento do consumo, e o desequilíbrio entre a oferta e a demanda, há uma real ameaça de descontrole dos preços.

Invés de criticar o Banco Central, o que devemos fazer é nos perguntar por que, quando a economia acelera, sempre é necessário aumentar a taxa de juros.

Por que o Brasil está condenado a crescer pouco? Por que nossa taxa de juros é tão superior à média dos países do G20?

A resposta é: Porque nossa taxa de investimentos é muito baixa. Com pouco investimento, qualquer aumento da demanda pressiona os preços, então o BC precisa aumentar as taxas de juros para conter a demanda. Porém, com juros altos o custo financeiro dos investimentos aumenta e conseqüentemente a taxa de investimentos tende a cair. Entramos num círculo vicioso: crescimento leva a inflação, inflação leva a aumento dos juros, aumento dos juros leva a queda dos investimentos, queda dos investimentos impede aquecimento da economia sem inflação.

Como podemos sair deste círculo vicioso e entrar num círculo virtuoso do tipo: mais investimentos, mais oferta de bens e serviços, crescimento sem inflação, queda dos juros e mais investimentos?

O movimento tem que começar pelo ajuste fiscal. Se o setor público zerar o déficit nominal, isto é: gastar só aquilo que arrecada, incluindo os custos do serviço da dívida pública. Assim parte dos recursos que hoje são gastos para o serviço da dívida pode ser utilizado para investimentos. Além disso, se houver um compromisso do governo com déficit nominal zero, os setores privado interno e externo passam a ter mais confiança no crescimento sustentado da economia brasileira e tendem a aumentar seus investimentos no país.

O próximo governo federal deve começar com um compromisso de forte ajuste fiscal. Isto não significa redução com os gastos sociais, mas redução dos gastos supérfluos.

Até agora foi possível chegar a taxa de juros básicos de 8,75% ao ano. Para levar a taxa básica a níveis civilizados, isto é: juros reais em torno de 1% a 2% ao ano, é necessário virar a página.

O atual governo fez muito, mas esgotou seus esforços.

Agora precisamos avançar mais. A população brasileira sabe que é possível avançar mais, sem perder aquilo que já foi conquistado.

Ameaçar os eleitores com a possibilidade de fim das conquistas já alcançadas é puro terrorismo eleitoral, do tipo que assistimos nas eleições de 2002, quando a Regina Duarte dizia que tinha medo do Lula. Na época, a esperança venceu o medo. Agora, o avanço deve vencer o medo.

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Como superar a necessidade do “Bolsa-Família”

abril 8th, 2010 0 Comentários

O Bolsa-Família é um programa muito bem sucedido. Com baixo custo unitário, o programa consegue minimizar a situação de extrema probreza de cerca de 10 milhões de famílias. Os recursos do programa são transferido diretamente para a família, sem intermediários, o que reduz a possibilidade de fraude e de oportunismo assistencialista de lideranças locais.

Consolidado o programa Bolsa-Família, é necessário começar a pensar em formas para levar os beneficiários a superar a dependência deste programa. Alguns chamam esta superação de porta de saída do programa. O economista Marcelo Néri, pesquisador da FGV, já disse que este termo não é feliz. Invés de sair de um programa bem sucedido, o pobre quer é entrar em um programa ainda melhor. O que o beneficiário do Bolsa-Família quer é encontrar uma porta de entrada para um novo programa que melhore sua renda familiar.

Cabe ao novo governo, a ser eleito em outubro, implantar, ou expandir, programas que atendam a esse anseio da população pobre.

Experiências como a expansão de escolas técnicas e fornecimento de micro-crédito aos pequenos empreendedores têm atingido o objetivo de elevar a renda familiar a níveis superiores aos dos benefícios do bolsa-família.

No caso das escolas técnicas estaduais, o jovem de 19 anos consegue sair empregado da escola recebendo salário acima de R$ 1.000. Qualquer família gostaria de trocar uma renda de 600 reias, por exemplo, por um ingresso de mais de 1.000 reais, conseguido pelo trabalho com carteira assinada de um filho adolescente.

No caso do micro-crédito, as famílias conseguem comprar uma máquina de costura ou um fogão industrial para transformar sua casa em uma micro empresa.

Tanto o ensino técnico, como o micro-crédito, vem funcionando muito bem em algumas partes do país. O Brasil tem falta de mão de obra mais qualificada e de pequenos empreendimentos rentáveis.

Não trata-se de condenar o bolsa-família, muito pelo contrário, mas também não devemos nos contentar com o sucesso deste programa. É necessário dar um passo à frente.

O exemplo do presidente Lula é uma prova da eficiência do ensino técnico direcionado ao mercado de trabalho. Após se formar no Senai, como torneiro mecânico, Lula conseguiu mudar de vida. Deixou de ser um empregado no mercado informal para entrar em uma grande empresa multinacional de automobilismo. Lula, portanto, foi fruto das oportunidades oferecidas pelo mercado capitalista paulista. Isto explica porque Lula, ao contrário de seus corriligionários acadêmicos, não se deixou levar por idéias utópicas sobre desenvolvimento econômico. No dia de fundação do PT, no colégio Sion, em São  Paulo, perguntaram ao Lula se ele era de direita ou de esquerda, e ele respondeu que era torneiro mecânico.

Acredito que o Brasil pode avançar mais. O ensino e o acesso ao crédito produtivo podem ser importantes instrumentos para este avanço.

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Com Armando Nogueira ontem, hoje, amanhã e sempre

março 29th, 2010 0 Comentários

Não poderia deixar de registrar o falecimento do ilustre jornalista Armando Nogueira, o grande poeta e mestre, ou seja, o “camisa 10” da crônica esportiva brasileira.
Precisaria de muitas páginas e infinitas palavras para descrever a grandeza do seu trabalho para o jornalismo e para esporte em geral.
Conforme publicado hoje no GLOBOESPORTE.COM, sua contribuição como repórter, redator e colunista, foi marcada pelos veículos de comunicação como o “Jornal do Brasil” – onde assinou a coluna “Na Grande Área” por 12 anos. Na TV Globo, de 1966 até 1990 foi diretor da Divisão de Esportes e depois diretor de jornalismo. Em 1992, integrou a equipe da TV Bandeirantes nas Olimpíadas de Barcelona. Nos anos 2000, passou a integrar a equipe do SporTV, onde participava de mesas-redondas e tinha o programa “Papo com Armando Nogueira”. Por último trabalhou no diário Lance!, onde tinha coluna.
.
Suas obras literárias foram marcantes pelo tom poético e pela riqueza de informações publicadas em 10 livros ao longo da sua trajetória profissional, que influenciaram várias gerações de jornalistas e o mundo do esporte, além das inúmeras crônicas em jornais brasileiros.

Suas frases como “Pelé é tão perfeito que se não tivesse nascido gente, teria nascido bola”, estarão imortalizadas pela sua genialidade jornalística, poética e esportiva.

Ricardo Mathias

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Valorização do Real e Competitividade das Exportações: vários atenuantes e uma única solução.

março 25th, 2010 0 Comentários

O Real tem sofrido contínua valorização frente ao Dólar.

Em termos reais (descontada a diferença de inflação entre o Brasil e os Estados Unidos), o Dólar, atualmente, está 26% abaixo do valor que estava no início do Plano Real.

No primeiro dia do Plano Real, 1 Dólar valia 1 Real, hoje, em termos reais, vale 0,743 Reais.

No momento de maior valorização do Real (julho de 1996), em termos reais, o Dólar valia 0,687 Reais, ou seja, uma desvalorização de 31% (em relação ao primeiro dia do Plano Real).

Para que o Dólar voltasse a valer a mesma coisa que valia no primeiro dia do Plano Real, seria necessário que a cotação da moeda americana, hoje, estivesse em R$ 2,44.

A valorização do Real frente ao Dólar ocorre devido ao excesso de oferta da moeda americana no mercado brasileiro em relação à demanda pela mesma.

Para desvalorizar o Real, seria necessário aumentar a demanda por Dólares, ou reduzir a oferta de Dólares. Isto, dentre outras formas, poderia ser feito via:

- Aumento da demanda por Dólares, incentivando a saída de Dólares do Brasil, via apoio à internacionalização das empresas nacionais e facilitação das aplicações em moedas estrangeiras.

- Redução da oferta de Dólares, incentivando a manutenção de recursos no exterior ou impondo alguma restrição à entrada de Dólares no Brasil.

Embora as medidas para dificultar a entrada de Dólares, ou facilitar sua saída, possam trazer resultados a curto prazo, elas não conseguem os mesmos resultados no médio e longo prazo. Os agentes financeiros sempre arrumam uma forma para driblar as medidas do governo.

Um país em desenvolvimento, que se torna atrativo aos investimentos estrangeiros, precisa se conformar com um certo nível de valorização de sua moeda. Para não prejudicar as exportações, é necessário investir maciçamente em pesquisa e tecnologia nas áreas em que o país apresente vantagens competitivas.

O Brasil pode se tornar um grande produtor de energia alternativa e de fármacos naturais e derivados. Estes produtos têm alto valor agregado e possuem um mercado cativo no mundo.

Esta missão vai ficar para o próximo governo. Cabe a nós, eleitores, exigir que os candidatos apresentem propostas concretas sobre o assunto.

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A tecnologia e o ensino de negócios

março 24th, 2010 0 Comentários

Matéria de hoje do Valor Econômico (“Ensino Executivo: Novas ferramentas estão mudando a forma de ensinar e aprender sobre o mundos dos negócios”), republicada do jornal inglês Financial Times, trata sobre a utilização das novas ferramentas de tecnologia nas escolas de negócios do mundo. Kindle, facebook, podcast, livros customizados, vídeos, ensino online são alguns dos itens que têm sido incorporados por algumas faculdades do exterior nas suas aulas e no relacionamento extra-classe com alunos e ex-alunos. 

Aqui na Trevisan Escola de Negócios a tecnologia da informação é parte inerente da estratégia de ensino, de comunicação interna e de posicionamento de marca desde a sua fundação. As salas de aula são equipadas com lousa digital, que permite salvar o conteúdo desenvolvido pelo professor durante a aula e trazer muito mais eficiência ao tempo da aula. Faz parte também da nossa metodologia de ensino dos cursos de graduação o uso do notebook por parte do aluno, possibilitando o acessso à internet e a realização de exercícios de forma rápida e dinâmica.

Fora da sala de aula, o aluno pode acessar o conteúdo pelo sistema web e acompanhar as notícias sobre a faculdade pelas redes sociais: twitter, facebook e orkut. Consideramos que essas ferramentas são muito eficientes também para desenvolver o relacionamento com alunos que já se formaram. Para isso, temos utilizado o Linked In, uma rede social que tem um cunho mais profissional.

Como disse o reitor da Open University Business School na matéria, “a tecnologia é simplesmente um meio para se atingir um fim”. As escolas de negócios, assim como todas as instituições de ensino, têm o dever de acompanhar o desenvolvimento da tecnologia da infomação e incorporar tudo aquilo que traga mais eficiência no processo de ensino-aprendizagem e mais agilidade na comunicação com seus públicos.

Fernando Trevisan

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Perigo nas Contas Externas

março 23rd, 2010 0 Comentários

Perigo nas Contas Externas

O Balanço de Pagamentos é o registro contábil de todas as transações que um país faz com o resto do mundo. Todo recurso que entra é registrado como positivo e todo o recurso que sai é registrado como negativo.

De um lado são registradas as transações com mercadorias e serviços (balanço de transações corrente) e de outro as transações com investimentos diretos e aplicações no mercado financeiro (balanço de capitais).

Quando o resultado em conta-corrente fica negativo (déficit), para fechar as contas é necessário que o resultado do balanço de capitais compense este déficit. O resultado do balanço de capitais depende dos investimentos diretos estrangeiros (investimento produtivos de longo prazo) e dos investimentos especulativos (investimento em bolsa e títulos da dívida pública, de curtíssimo prazo). Se o déficit em conta-corrente for coberto pelo superávit em investimentos estrangeiros diretos, tudo bem. Mas se a cobertura deste déficit depender dos investimentos especulativos estrangeiros, então é sinal que as contas externas do país estão mais vulneráveis. O capital especulativo, assim como o entra, pode sair a qualquer momento. Além do mais, quando o país passa a depender do capital especulativo para fechar suas contas externas, o mercado começa a desconfiar e passa a exigir uma remuneração maior para suas aplicações no país. 

A partir de janeiro deste ano, o déficit em conta-corrente acumulado em 12 meses, do Brasil, passou a superar o superávit em investimento direto estrangeiro, ou seja, o país começou a depender do investimento especulativo estrangeiro para zerar o Balanço de Pagamentos.

É verdade que temos um bom volume de reservas em moedas estrangeiras (cerca de 243 bilhões de dólares) para fazer frente a uma saída dos investimentos especulativos estrangeiros do país. Mas seria importante que não houvesse necessidade de mexer nestas reservas.

Também é verdade que, quando o balanço de pagamentos ficar negativo, o dólar vai se valorizar frente ao real, facilitando as exportações e dificultando as importações, situação que levará a corrigir o déficit do mesmo balanço de pagamentos. Isto, porém, demanda tempo, uma vez que nenhuma empresa consegue exportar do dia para a noite.

Em suma: O governo precisa tomar medidas para corrigir o excesso de déficit em conta-corrente.

As possíveis medidas que poderiam ser tomadas podemos discutir na próxima postagem deste blog.

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O NOVO jeito de encarar a CARREIRA

março 23rd, 2010 0 Comentários

Esta foi uma matéria de capa da Você SA e gostaria de dividir alguns trechos com vocês e fazer alguns comentários:
- “O paulista Gustavo Reis, de 28 anos, já trabalhou em 7 empresas diferentes desde que se formou em publicidade, em 2003. Passo a passo ele foi intencionalmente colecionando experiêcias variadas.”
Fernanda Thees: É importante dizer que, normalmente, não é aconselhável mudar de empresa praticamente a cada ano. A matéria diz que o Gustavo fez isso intencionalmente, ou seja, acredito que fizesse parte do planejamento de carreira dele e que ele soubesse dos riscos e oportunidades envolvidas.
- “As mudanças pelas quais os profissionais e o mercado de trabalho vêm passando subvertem a lógica de que o salário é a coisa mais importante… As pessoas ainda são guiadas pelo interesse próprio, mas não quer dizer que ele seja monetário. Pode ser por reputação, atenção, expressão, respeito, sentimento de comunidade”
Fernanda Thees: Sim, seu salário é importante e não conseguimos viver sem ele, mas realmente tenho visto cada vez mais que as escolhas estão se baseando em outros fatores…
- “ A idéia do planejamento de carreira de longo prazo está superada. Em seu lugar, entrou uma visao de ciclos de carreiras curtos, que acabam cedo, mas projetam o profissional para o próximo ciclo.”
Fernanda Thees: Eu prefiro pensar no planejamento a longo prazo, onde você sabe onde quer estar em 10 anos. Mas também acredito que esse planejamento possa ser divido em partes/ ciclos a serem cumpridos. O principal é saber que ter um objetivo é importante, mas que é necessário revisá-lo e ver se ele ainda está de acordo com sua vontade, e também se o caminho que você traçou continua te levando para o mesmo objetivo.
- “… a preocupação de combinar trabalho e estilo de vida aumentou. … A Natura é um exemplo disso. Para escolher a turma de 35 trainees que ingressaram na companhia este ano a fabricante de cosméticos fez um processo de seleção sem divulgar seu nome. Até um estágio avançado do recrutamento, os candidatos só conheciam a missão e os valores da empresa…”
Fernanda Thees: Características da geração Y, e a Natura, mais uma vez, soube inovar e trabalhar com isso.
- “As empresas passaram a valorizar profissionais que antes só tinham espaço no meio acadêmico, como biólogos, físicos e antropólogos.”
Fernanda Thees: O que importa hoje são suas competências e conhecimentos. Se você consegue transferir o que tem para posições totalmente diferentes, está aumentando sua empregabilidade, e as empresas de “cabeça aberta” não deveriam ter problemas com isso. Só para exemplificar, na consultoria estratégica onde eu trabalhei tinha consultor que era oceanógrafo, outro tinha doutorado em inteligência artificial, e fizemos oferta para um linguista – mas esse não aceitou…
- “A procura por um local ou estilo de trabalho que proporcione mais independência tem sido um dos fatores de atração principalmente para os mais jovens. … Por isso as companhias menores têm sido uma opção mais frequente do que no passado, já que são mais enxutas e os profissionais se sentem mais consultados”
Fernanda Thees: Concordo. Geração Y novamente.
- “… não dá para deixar as coisas acontecerem sem que você tenha o mínimo controle sobre elas. Todo mundo precisa ter objetivos claros, que servirão como referência para as decisões relacionadas à carreira… O ideal é identificar esses objetivos e listar suas experiências e competencias.”
Fernanda Thees: Planejar e listar objetivos é muito valioso para que você consiga chegar onde quer!
- “Por isso, é recomendável, pelo menos uma vez ao ano, avaliar a sua empregabilidade. Cheque as suas competências e verifique se os rumos que a carreira está tomando lhe agradam. O mais indicado é ter pessoas que possam ajudar você a fazer isso, porque sozinho é mais complicado.”
Fernanda Thees: Se precisar de ajuda, agende um horário no Conexão Mercado!

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artigo sobre as eleições 2010

fevereiro 24th, 2010 1 Comentário

Reproduzo na íntegra um artigo do sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, publicado no Correio Brasiliense de 24/02/2010.

Este artigo trata da eleição presidencial deste ano e coloca uma importante visão sobre avanço da democracia brasileira. Segundo o autor, pela primeira vez na história, teremos uma eleição entre modelos de governar (do PSDB e do PT, os dois principais partidos brasileiros).

Se de fato for assim, então teremos um bom debate pela frente.

Eis o artigo:

À medida que a eleição presidencial vai se aproximando, fica mais claro o projeto de Lula para vencê-la. A menos de oito meses de sua realização, é mais fácil (talvez até para o próprio presidente) entender aonde ele quer chegar.

A ideia de fazer da eleição de 2010 um plebiscito foi explicitada por Lula ainda em 2007, quando anunciou que queria que nela o eleitorado comparasse seu governo ao de Fernando Henrique. Quem achasse que seus oito anos foram melhores, que votasse na candidatura governista. Quem preferisse os de seu antecessor, na oposição.

A bipolaridade que é premissa desse projeto não foi inventada por Lula. De um lado, é assim que o sistema partidário brasileiro se estruturou nos últimos anos. De outro, o processo político concreto que vivemos sinalizou desde muito cedo que as eleições de 2010 repetiriam o padrão.

A todos sempre pareceu que o cenário mais provável seria uma nova confrontação PT-PSDB, apenas havendo dúvida se logo no primeiro turno ou no segundo.

A candidatura situacionista esteve em disputa, pois Ciro Gomes reunia intenções de voto suficientes para permanecer como alternativa aos nomes do PT, nenhum com boa largada nas pesquisas. Mas as perspectivas de crescimento de quem quer que fosse o candidato do PT eram maiores.

Tampouco surgiu opção ao PSDB no campo oposicionista. Dos partidos que remanesceram com ele, o DEM seria o único que poderia pensar em um nome, mas nunca se movimentou nessa direção e hoje nem poderia mais pensar no assunto.

Seria, portanto, tucana a candidatura, e apenas uma. Quanto a quem, tudo apontava para Serra, mesmo enquanto Aécio permaneceu na disputa.

Para Lula, o fato de as oposições só terem um nome sugeria uma decisão em primeiro turno, que se tornou mais possível quando Marina, depois de provocar algum alvoroço no lançamento de sua candidatura, estacionou nas pesquisas.

Não seria muito diferente com qualquer nome tucano, mas Serra facilitava o confronto plebiscitário. Se Aécio fosse candidato, seria mais complicado propor a comparação com FHC, pois o governador de São Paulo integrou o governo passado e foi adversário do próprio Lula em 2002.

Mas qual seria o conteúdo do plebiscito? Ninguém melhor que Lula sabia que não seria apenas uma briga de números, a respeito de indicadores de desempenho governamental. Nem no Brasil, nem em qualquer lugar do mundo se vencem eleições assim.

Outra coisa que o plebiscito não poderia ser seria uma escolha entre Lula e FHC, para que os eleitores dissessem de quem gostam mais.

A resposta a essa pergunta já é conhecida e o vencedor é o atual presidente. Não bastassem as comparações da aprovação de ambos, várias pesquisas pediram às pessoas que fizessem a comparação direta: Lula sempre ficou na frente, com larga vantagem.

O relevante, contudo, é que essa escolha não conduz ao voto em Dilma, pois é perfeitamente possível que alguém prefira Lula e ache que Serra é melhor candidato. Não é esse plebiscito, portanto, que o presidente busca.

Goste-se ou não de Lula, é preciso reconhecer que o que ele está propondo é um novo modelo de eleição, que só é possível agora.

Hoje, depois de oito anos de PT no governo, pode-se fazer a comparação entre ele e o PSDB, não em torno de nomes ou pessoas, mas do que cada “lado” representa.

De fazer um balanço das coisas em que cada um acertou e errou quando teve a oportunidade de liderar uma coalizão para governar e pôr em prática suas propostas e sua visão para o Brasil.

Usando as palavras que ele usaria, o plebiscito que Lula quer não é entre ele e FHC, mas entre o que “nós” (o PT) somos e fazemos e o que “eles” (o PSDB) são e fazem.

Se acontecer como ele pensa, seria a primeira eleição genuinamente partidária de nossa história política, em vez das disputas personalistas que sempre tivemos.

Não importa quem vença. O importante é que teremos, de um lado, um bom e legítimo candidato do PSDB (paulista, ex-intelectual, integrante do governo FHC) e, de outro, uma boa e legítima candidata do PT (técnica do setor público, ex-militante de esquerda, integrante do governo Lula).

Sem a combinação de ilusão e medo (como a que deu a vitória a Collor), sem mágicas (como a do Real, que elegeu Fernando Henrique), sem carismas (como o de Lula).

Não era isso que queríamos, uma política onde os partidos são mais importantes que as pessoas?

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Visita ao INSEAD

fevereiro 10th, 2010 4 Comentários

Desde que criamos a Loite e a área de carreira, que presta serviços tanto para alunos de instituições como a Trevisan, quanto para alunos como pessoa física, temos a grande preocupação de trazer para todos aqueles que procuram por nós um serviço de alta qualidade. Para isso visitamos, além de escolas brasileiras, escolas internacionais, que são benchmark na área de Career Services. Em 2008 visitamos Yale, em 2009 Stanford e University of Califórnia/ Berkeley, e acabo de voltar do INSEAD, na França.

O INSEAD é uma das melhores escolas de pós graduação no mundo, e oferece Executive Education, MBA, Executive MBA e PhD. Por ser esta minha visita mais recente, e por eu ter ficado bastante impressionada com a escola e a cidade onde ela fica (Fontainebleau – 40 min de Paris), gostaria de dividir alguns pontos com vocês:

- Ranking 2010 dos 20 melhores cursos de MBA, de acordo com o Financial Times

    School Name  Country
1 London Business School U.K.
2 University of Pennsylvania: Wharton U.S.A.
3 Harvard Business School U.S.A.
4 Stanford University GSB U.S.A.
5 Insead France / Singapore
6 Columbia Business School U.S.A.
6 IE Business School Spain
8 MIT Sloan School of Management U.S.A.
9 University of Chicago: Booth U.S.A.
9 Hong Kong UST Business School China
11 Iese Business School Spain
12 Indian School of Business India
13 New York University: Stern U.S.A.
13 Dartmouth College: Tuck U.S.A.
15 IMD Switzerland
16 Yale School of Management U.S.A.
16 University of Oxford: Saïd U.K.
18 HEC Paris France
19 Esade Business School Spain
20 Duke University: Fuqua U.S.A.

-       Principalmente para aqueles que gostariam de fazer um MBA no exterior, mas não querem que tenha duração de 2 anos, como é a maioria, o INSEAD oferece um MBA de um ano, excelente;

-       O ambiente é muito acolhedor, e mistura contruções muito antigas, integradas com novas e modernas instalações;

-       O investimento anual é estimado em 54 mil euros, para gastos relativos ao programa, e 2 mil euros, por mês, para gastos com alimentação, moradia, transporte, etc;

-       Em 2008 31% dos alunos tiveram seu MBA financiado pelo próprio INSEAD, por suas empresas, ou por instituições como a Fundação Estudar (www.estudar.org.br);

-       A média do salário anual da turma 2008 foi de 77.500 euros, e sign-on bônus com média de 17.500 euros;

-       Para ser aceito no INSEAD, tanto na França quanto em Singapura, é necessário ter inglês fluente, já que todas as aulas são neste idioma;

-       É possível fazer um intercâmbio entre os dois países durante o curso;

-       Dados turma 2009:

  • 41% da turma tinha entre 26 e 28 anos e 38% entre 29 e 31 anos;
  • 71% eram homens;
  • 81 países representados;
  • Média de pontos no GMAT = 704
  • 6% da turma tinha o português como lingual maternal
  • 35% da turma tinha de 3 a 5 anos de experiência, e 33% de 5 a 7 anos.

O mais importante aqui é saber que, sempre que investimos em nossa educação, estaremos mais preparados para aceitar e encarar novas oportunidades e desafios em nossa carreira.

Seja no Brasil ou no exterior, procure sempre manter-se atualizado!

Fernanda Lopes de Macedo Thees

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