Que evento consegue juntar pelo menos 80% da população mundial? O futebol é capaz disso a cada quatro anos por meio da copa do mundo. Não é a toa portanto que os valores somente da comercialização dos direitos comerciais do evento alcance 2,64 bilhões de euros.
Em artigo publicado por mim no sábado (16/01) no jornal Brasil Econômico exploro não só a capacidade de movimentação econômica da copa do mundo como as oportunidades de carreira existentes para o país-sede. Vejam só alguns dados:
- crescimento de 30% dos valores de direitos comerciais da edição de 2010 na África do Sul em relação à 2006 na Alemanha;
- audiência média de 93 milhões de telespectadores por jogo na copa de 2006;
- mais de 5,9 bilhões de pessoas assistiram ao vivo às partidas em 2006 em 54 mercados globais;
- a audiência da copa equivale à de 64 edições do Super Bowl, a finalíssima do campeonato de futebol americano profissional dos Estados Unidos;
- as receita dos clubes de futebol na Alemanha aumentaram 43% desde 2006 como resultado de estádios melhores, maior envolvimento do público com o esporte e gestão ainda mais profissionalizada.
Todos esses dados corroboram a premissa de que o mercado esportivo é um dos mais promissores da economia global. Engloba ampla e diversificada gama de negócios, como partidas, patrocínios, licenciamentos, espaço para prática esportiva, comercialização dos direitos de TV, transação de jogadores e realização de eventos.
Como todos sabem, em 2014 será a vez do Brasil sediar o evento. Sem dúvida, a maior competição mundial suscitará excelentes oportunidades para a economia e o segmento esportivo no País. Para capitalizar de modo pleno as oportunidades já inerentes à sua condição de “País do Futebol” o Brasil precisa solucionar alguns gargalos expressivos. Em meio à infraestrutura, transportes e adequação de estádios e praças esportivas, é crucial contar com recursos humanos especializados. Considerando ser a profissionalização do setor ainda incipiente em nosso mercado, o ensino nessa área torna-se fator exponencial.
Fernando,
Espero que os investimentos foquem a infraestrutura e não estádios que posteriormente não serão utilizados (vide Engenhão no Rio). É uma ótima oportunidade para atrair investimentos e melhorar nossa infraestrutura que é o maior entrave para o crescimento sustentável.
A copa passa e os estádios podem ficar sem utilização, mas metrô, estradas, hotéis, aeroportos etc. ficam em benefícios de todos.
Saudações,
Fabio Silva