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	<title>Comentários sobre: Eleições 2010: Duas estratégias muito diferentes</title>
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		<title>Por: Américo Vieira</title>
		<link>http://www.trevisan.edu.br:8080/blog/index.php/eleicoes-2010-duas-estrategias-muito-diferentes/comment-page-1/#comment-81</link>
		<dc:creator>Américo Vieira</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Sep 2010 23:43:57 +0000</pubDate>
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		<description>COMENTÁRIO SOBRE AS DUAS ESTRATÉGIAS: o problema da Verdade

Acontece que ainda não é uma eleição entre programas partidários, mas uma eleição entre diferentes “sopas de letrinhas” (PSDB ou PT). Não há, de forma nítida, propostas partidárias coesas. O PSDB não é socialista e não é liberal. É um troço no meio disso que não se auto define. O PT era “de inspiração comunista” (luta operária) mas também apontava um socialismo moderado (tipo trabalhista). Entretanto,não mexeu de forma contundente no salário mínimo (que leva o trabalhador ao nível da quase-escravidão). Baixou a taxa de juros quase que por obrigação, pois outros países fizeram o mesmo e aí……..deu certo!
O tal bolsa família realmente havia pré-estimulado as economias das pequenas cidades, a saída antecipada da crise mundial deu ao Brasil o que ele precisava: confiança do investidor. O tal “mercado interno”, que sempre havia sido esnobado pelos governantes brasileiros nos últimos 50 anos apareceu (lembro-me da burrice: “exportar é o que importa”)e tirou o Brasil do buraco da crise. A eleição é entre dois partidos e o que se discute é aquele que fará “menos cagada” com o Brasil (perdoem-me pelo vocábulo). Nesse caso, o momento é do PT e digo mais: será do PT durante 20 anos, salvo uma lambança muito grande.

O comando paulista do PSDB e de alguns outros partidos políticos se esqueceu que quem viveu os últimos 40 anos sabe que o final dos anos 70, os anos 80 e 90 foram horríveis! Os jovens, que não viveram essa época, também são conscientes dessa realidade. A VERDADE é que, pelos mais variados motivos, o Brasil atual, o Brasil de Lula e Dilma é muito melhor que o Brasil anterior. Ninguém de razoável ou bom senso quer se arriscar com um Zé Maria, com uma Marina ou com o Serra. Aliás, destes o Serra atrai mais a lembrança de dias bem ruins.

	Ainda que o eleitor possa eventualmente creditar algo nesta mudança para a melhor para o PSDB, a sensação de “vida ruim” é naturalmente trazida a psiquê do eleitor pela imagem do candidato Serra (que aliás só fala em doença e remédio).

	O PSDB deveria ter investido na juventude ou pelo menos na imagem da “jovem competência”. Haviam dois nomes associados a essa “jovem competência”: o governador Aécio Neves e o prefeito Beto Richa.
	Daqui a quatro anos estes já não serão tão jovens, estarão com a face de mais cansados. O mais provável é que daqui a 8 anos tal “imagem” nem possa mais ser utilizada. O PSDB “chutou” a própria sorte!

	O PSDB também apostou na “força da Igreja Católica” e demonizou o aborto, conjurou para que não houvesse sexo antes do casamento, e prometeu qualquer coisa que lhe foi pedido pela “santa igreja”. Pasmem! Os fiéis católicos são de todo o tipo, exceto fiéis ao “voto católico”! Ainda que uma carola ou outra até siga a orientação do padre local, a grande maioria dos fiéis possui iniciativa eleitoral própria. O “voto de cabresto católico” não cola quando o eleitor lembra que está comendo melhor e consumindo mais. No máximo, como forma de arrependimento deste católico, ele capricha um pouco mais na “contribuição da cestinha” na hora da missa. O velho PSDB paulista que não quis os jovens tucanos como candidatos a presidência vai desencadear uma crise ainda maior se o Beto Richa perder no Paraná (pela aliança que este fez com os católicos Arns, por ter esnobado o Senador Dias que, disfarçadamente, esqueceu de militar pelo Beto Richa, etc.) e tiver um insucesso nas principais capitais do país.

	O PSDB paulista, que diz se preocupar com educação e aprendizado, não aprende!

a)	A juventude e dinamismo de um Collor encantou há alguns anos a população brasileira. Não interessa aqui se o governo Collor não deu certo. Fato: a juventude aliada à competência (mesmo que só pretensa competência) arrasta a multidão.
b)	A demonização do PT não cola mais junto ao eleitor de classe média.
c)	Atacar o passado guerrilheiro da Dilma faz colar no PSDB um “quê” de apoio ao militares durante a ditadura. Isso é péssimo!
d)	Falar de remédio a um povo faminto e doente dá voto! Porém, falar de remédio a um povo não faminto, consumindo e que ganha bolsa família é atrair para si “urucubaca”.

Esses geniais paulistas do PSDB que não aprendem, continuam a tratar membros mais jovens (ou não) do próprio partido de outros estados com desdém, pois acreditam que vão vencer eleições nacionais sozinhos. Esqueceram que o Brasil não é só São Paulo!

Américo Vieira, D.Sc. COPPE/UFRJ</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>COMENTÁRIO SOBRE AS DUAS ESTRATÉGIAS: o problema da Verdade</p>
<p>Acontece que ainda não é uma eleição entre programas partidários, mas uma eleição entre diferentes “sopas de letrinhas” (PSDB ou PT). Não há, de forma nítida, propostas partidárias coesas. O PSDB não é socialista e não é liberal. É um troço no meio disso que não se auto define. O PT era “de inspiração comunista” (luta operária) mas também apontava um socialismo moderado (tipo trabalhista). Entretanto,não mexeu de forma contundente no salário mínimo (que leva o trabalhador ao nível da quase-escravidão). Baixou a taxa de juros quase que por obrigação, pois outros países fizeram o mesmo e aí……..deu certo!<br />
O tal bolsa família realmente havia pré-estimulado as economias das pequenas cidades, a saída antecipada da crise mundial deu ao Brasil o que ele precisava: confiança do investidor. O tal “mercado interno”, que sempre havia sido esnobado pelos governantes brasileiros nos últimos 50 anos apareceu (lembro-me da burrice: “exportar é o que importa”)e tirou o Brasil do buraco da crise. A eleição é entre dois partidos e o que se discute é aquele que fará “menos cagada” com o Brasil (perdoem-me pelo vocábulo). Nesse caso, o momento é do PT e digo mais: será do PT durante 20 anos, salvo uma lambança muito grande.</p>
<p>O comando paulista do PSDB e de alguns outros partidos políticos se esqueceu que quem viveu os últimos 40 anos sabe que o final dos anos 70, os anos 80 e 90 foram horríveis! Os jovens, que não viveram essa época, também são conscientes dessa realidade. A VERDADE é que, pelos mais variados motivos, o Brasil atual, o Brasil de Lula e Dilma é muito melhor que o Brasil anterior. Ninguém de razoável ou bom senso quer se arriscar com um Zé Maria, com uma Marina ou com o Serra. Aliás, destes o Serra atrai mais a lembrança de dias bem ruins.</p>
<p>	Ainda que o eleitor possa eventualmente creditar algo nesta mudança para a melhor para o PSDB, a sensação de “vida ruim” é naturalmente trazida a psiquê do eleitor pela imagem do candidato Serra (que aliás só fala em doença e remédio).</p>
<p>	O PSDB deveria ter investido na juventude ou pelo menos na imagem da “jovem competência”. Haviam dois nomes associados a essa “jovem competência”: o governador Aécio Neves e o prefeito Beto Richa.<br />
	Daqui a quatro anos estes já não serão tão jovens, estarão com a face de mais cansados. O mais provável é que daqui a 8 anos tal “imagem” nem possa mais ser utilizada. O PSDB “chutou” a própria sorte!</p>
<p>	O PSDB também apostou na “força da Igreja Católica” e demonizou o aborto, conjurou para que não houvesse sexo antes do casamento, e prometeu qualquer coisa que lhe foi pedido pela “santa igreja”. Pasmem! Os fiéis católicos são de todo o tipo, exceto fiéis ao “voto católico”! Ainda que uma carola ou outra até siga a orientação do padre local, a grande maioria dos fiéis possui iniciativa eleitoral própria. O “voto de cabresto católico” não cola quando o eleitor lembra que está comendo melhor e consumindo mais. No máximo, como forma de arrependimento deste católico, ele capricha um pouco mais na “contribuição da cestinha” na hora da missa. O velho PSDB paulista que não quis os jovens tucanos como candidatos a presidência vai desencadear uma crise ainda maior se o Beto Richa perder no Paraná (pela aliança que este fez com os católicos Arns, por ter esnobado o Senador Dias que, disfarçadamente, esqueceu de militar pelo Beto Richa, etc.) e tiver um insucesso nas principais capitais do país.</p>
<p>	O PSDB paulista, que diz se preocupar com educação e aprendizado, não aprende!</p>
<p>a)	A juventude e dinamismo de um Collor encantou há alguns anos a população brasileira. Não interessa aqui se o governo Collor não deu certo. Fato: a juventude aliada à competência (mesmo que só pretensa competência) arrasta a multidão.<br />
b)	A demonização do PT não cola mais junto ao eleitor de classe média.<br />
c)	Atacar o passado guerrilheiro da Dilma faz colar no PSDB um “quê” de apoio ao militares durante a ditadura. Isso é péssimo!<br />
d)	Falar de remédio a um povo faminto e doente dá voto! Porém, falar de remédio a um povo não faminto, consumindo e que ganha bolsa família é atrair para si “urucubaca”.</p>
<p>Esses geniais paulistas do PSDB que não aprendem, continuam a tratar membros mais jovens (ou não) do próprio partido de outros estados com desdém, pois acreditam que vão vencer eleições nacionais sozinhos. Esqueceram que o Brasil não é só São Paulo!</p>
<p>Américo Vieira, D.Sc. COPPE/UFRJ</p>
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		<title>Por: Fabio</title>
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		<dc:creator>Fabio</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 20:53:56 +0000</pubDate>
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		<description>Só espero que a eleição seja um debate de alto nível e não apenas atacas de cada parte. Nos últimos anos o nível tem sido muito baixo!

Forte abraço!

Fabio Silva</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Só espero que a eleição seja um debate de alto nível e não apenas atacas de cada parte. Nos últimos anos o nível tem sido muito baixo!</p>
<p>Forte abraço!</p>
<p>Fabio Silva</p>
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